22 de novembro de 2016 by The Voice Category: Mídia exterior 0 comments Tags: Internet, Mobile, Publicidade, Telefonia

Publicidade consome 40% dos dados da internet móvel

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A Federação Brasileira de Telecomunicações (Febratel) e o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) apresentaram na última quarta-feira, 16, dados que apontam que os acessos a conteúdos de publicidade representam até 40% do consumo de dados pelo serviço de telefonia celular no Brasil.

“Os usuários não percebem, mas os dados contratados vão embora com o acesso a propagandas não solicitadas. O volume de publicidade na internet cresceu e, agora, ele vem no formato de vídeo”, disse o presidente-executivo da entidade, Eduardo Levy, ao apresentar estudo produzido pela consultoria Teleco sobre os preços dos serviços de telecomunicações.

Uma simulação que pegou como exemplo um assinante de telefonia celular do estado de Rondônia mostra que de cada R$ 10 colocados em créditos, pouco mais de R$ 4 vão para o pagamento de impostos, como ICMS e Pis/Cofins. Dos cerca de R$ 6 que sobram para o usuário acessar a internet, R$ 2,40, ou seja, 40%, são consumidos com acesso à publicidade. Sobram, de fato, R$ 3,60 para uso com serviços.

Parte dessa publicidade é acessada involuntariamente pelos usuários, como no caso dos comerciais que aparecem antes dos vídeos que as pessoas desejam assistir, ou dos anúncios automáticos que surgem na tela durante o uso de aplicativos. A pesquisa mostra ainda que o público que mais consome internet no celular é o de 16 a 24 anos, faixa etária em que o aumento no acesso foi de 26% entre 2013 e 2015.

Sobre a carga tributária que incide sobre o uso de dados no celular, o Brasil é o campeão em impostas entre 18 países pesquisados.Apesar disso, o uso dos serviços de telefonia móvel continua crescendo. Dados da Anatel relativos ao mês de setembro mostram que há 251 milhões de linhas de telefones móveis em operação no País.As maiores operadoras são a Vivo (com 29% do mercado), a Claro e a TIM (com cerca de 25% de participação cada uma) e a Oi (com participação próxima de 19%).

Fonte: Meio & Mensagem.

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